Resumo da tertúlia de 30/11/2006
Cinema Negro

Cinema Negro

Procurou-se fazer um sobrevoo rapido sobre o cinema feito (e representado) por
negros desde os EUA, passando pelo Brasil e chegando ao continente africano.
Assim, falou-se do cinema de cariz historico nos EUA que aborda as injusticas,
as sequelas da escravatura. Mais tarde, a visao do proprio negro sobre si mesmo,
naquilo que se pode dizer de "consciencializacao" do negro enquanto sujeito
historico, toma relevancia com autores como Spike Lee.
No Brasil, ocorreu um movimento mais lento de consciencializacao, proprio do processo
historico desse pais lusofono. As fases em que o negro era percebido como cidadao
de "segunda" quer nos papeis de novelas quer mesmo na producao cinematografica,
vao dando lugar paulatinamente ao negro como personagem principal, restando
talvez trabalhar o aspecto intelectual (dialogos, textos, personagens).
Por fim, desembarcamos no nosso continente, mais precisamente, em Burkina Faso,
nos festivais de cinema realizados a cada 2 anos. Para enfim, poder fornecer
elementos a um debate, colocou-se questoes ligadas ao cinema em Cabo Verde que
suscitou de facto alguma discussao calorosa.
Pode-se dizer o tema proposto inicialmente talvez tenha sido de relativo
interesse - por razoes de varia ordem - mas que a sua transposicao para a
nossa realidade ofereceu a oportunidade para alguns esclarecimentos e
criticas construtivas.
Obrigado, até a próxima.
Camilo Graça

2 Comments:
At 3:08 PM,
Mário Almeida said…
Força aí, turma. Estou ligado aí. Tenho acompanhado as vossas actividades e relatórios através deste blog. Para aquilo que me parece um activismo cultural a consciencialização sobre o poder do cinema, iria muito melhoe se a Kasa criasse uma pequena folha ou, quando muito, uma revista crítica.Ou, se calhar, um programa radiofónico. Essa é a minha sugestão.
At 1:30 PM,
Gafanhotu said…
acho que o percurso está sendo traçado e vai se construindo, daí os frutos virão.
Sobre o Tema, gostaria de ter podido estar presente na tertúlia o que infelizmente não aconteceu.
Parabéns Camilo, que venham mais debates e mais cinema em Cabo Verde.
Saudações
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